Bom dia pessoas humanas,
Não sei como consegui acordar de bom humor hoje, já que dormi apenas 5 horas nessa noite. Confesso que tenho um pouco de medo de dias assim. Geralmente essa sensação vem de alguma premissa guardada pelo subconsciente e isso gera um sofrimento dobrado quando descobrimos que ele estava errado. No meu caso, eu já imagino o que pode estar me deixando assim. Com certeza vou sofrer um pouquinho quando descobrir que estava errada. O engraçado é que mesmo sabendo a verdade, nosso subconsciente parece não querer acreditar nela. Ele precisa ver para crer.
Acho que é por isso que insisto tanto nas coisas. Qualquer sensação de ainda há esperanças me impede de desistir. E é por isso que
O mais engraçado é descobrir tudo isso depois. A situação fica muito mais delicada quando estamos nela. Mas basta nos permitir dar uma olhadinha de fora para perceber coisas que não queremos aceitar.
Quando comecei esse post, estava pensando em discutir um outro assunto. Mas começar pela mudança parece fazer mais sentido.
Na última reunião de resultados que tivemos na IP, um dos apresentadores abordou um tópico que me interessou bastante. Como a empresa está implantando o GPS, muitas coisas estão mudando. E é muito importante saber lidar com as mudanças, ainda mais em empresas grandes.
Acho que essa apresentação me interessou bastante devido à situação que eu estava enfrentando. Mesmo não sendo um caso empresarial, eu estava com dificuldades de aceitar uma grande mudança na minha vida. No momento em que isso tudo aconteceu, eu estava saindo da fase de negação e entrando na fase de resistência. A imagem abaixo vai explicar um pouco melhor como isso funciona:
» ˟Não, isso não é verdade˟
» ˟Só acredito vendo˟
» ˟É só uma questão de tempo até as coisas voltarem ao normal˟
Na fase de resistência:
» ˟Eu não vou deixar isso acontecer˟
» ˟Deve ter alguma coisa que eu possa fazer˟
» ˟Ninguém vai me fazer desistir˟
E eu realmente acreditava nisso. No começo eu podia jurar que aquilo não estava acontecendo. Eu achava que ia acordar um dia e tudo estaria do jeito que sempre foi. Depois que eu percebi que estava, eu podia jurar que ia conseguir arrumar tudo. Eu achava que ia encontrar a resposta, que ia encontrar o caminho para resolver tudo.
Eu falo como se já tivesse passado, mas estou saindo agora da fase de resistência e entrando na exploração. Eu sinto como se não tivesse mais para onde descer, então agora o jeito é subir. Preciso começar a tirar o foco de mim mesma e de tudo que estou sentindo, para abrir portas para o mundo. Preciso deixar que as outras coisas façam parte do meu dia-a-dia. Preciso estar pronta para receber o novo e aprender a gostar dele.
A partir de agora espero ter os pensamentos das fases que virão.
Na fase da exploração:
» ˟Até que isso não é tão ruim...˟
» ˟Acho que pode dar certo˟
» ˟Acho que vou gostar disso˟
O comprometimento é a melhor fase. É o momento de aceitar a mudança e torná-la parte da vida. Há uma tendência de se olhar para o futuro em busca de algo que possa evoluir essa nova situação, e olhar para trás e refletir sobre o quanto aprendemos com tudo que aconteceu.
Na fase de comprometimento:
» ˟Não consigo acreditar como pude viver daquele jeito˟
» ˟Prefiro as coisas do jeito que elas estão agora˟
» ˟Como pude ter medo disso?˟
No mundo dos negócios, existem algumas dicas que podem ser dadas para ajudar a pessoa a enfrentar uma mudança no ambiente corporativo. Dicas como "concentre-se naquilo que você pode controlar", "invista no seu autoconhecimento", "assuma riscos" e "faça do 'prender a aprender'um hábito".
Mas na vida pessoal isso é um pouco mais difícil, pois envolve coisas/pessoas das quais não podemos fugir. Não que seja simples fugir da mudança dentro da empresa. Não é como se pudéssemos simplesmente pedir demissão e procurar emprego em outro lugar (para alguns até pode ser assim, mas para a grande maioria de nós, meros mortais, não é tão fácil assim).
Nossa vida é guiada por nossos sonhos, planos e objetivos. Acordamos todos os dias com uma motivação para viver. Temos tudo planejado (pelo menos deveríamos ter, eu acho) e vivemos conforme nossos planos. Cada dia que vivemos é um passo que damos para alcançar esses objetivos.
Como continuar a viver quando parte disso é tirada de você?
Não significa que vamos morrer caso haja algum imprevisto. Mas como lidar com algo que não estávamos esperando? Como enfrentar uma situação para a qual não estávamos preparados? Como encontrar motivação para seguir em frente quando seu maior sonho foi destruído, bem ali na sua frente? Como tomar um rumo sem saber por onde começar? Como levantar da cama se não temos objetivo para buscar?
Essa fase é responsável por levar muitas pessoas à depressão, suicídio, vícios, atos irresponsáveis e imprudência. Cabe a cada um encontrar forças dentro de si mesmo para enfrentar tudo de cabeça erguida e não se deixar abater.
Eu fui forte? Não tanto quanto gostaria. Mas estou viva e consegui encontrar novos objetivos.
O que me ajudou bastante a superar essa fase foi tentar focar em outras coisas boas da vida, que não envolvem o futuro. É como plantar uma nova árvore.
Nossos objetivos vêm de desejos que temos no presente. Esses desejos são fruto de tudo que vivemos (tanto no passado, como no presente).
Focar em outras coisas que me deixam feliz serviu como base para estabelecer um novo objetivo.
Hoje eu sei que esse novo objetivo nunca irá se concretizar da forma como eu imagino agora. Muitas coisas ainda vão acontecer e vão me fazer mudar de ideia. E essa capacidade de lidar com as mudanças nos torna administradores de nossas próprias vidas. Sabendo administrar tudo que acontece, as chances de se atingir o sucesso (e nesse caso, o sucesso é a nossa felicidade) é muito maior.
Não podemos desistir de lutar a cada derrota e muito menos nos lamentar pelas perdas. Cada vez que imprevistos atrapalham nossos planos, aprendemos a enxergar novas variáveis e novas formas de se resolver um problema.
É muito melhor chegar no topo com bagagem o suficiente para permanecer nele do que chegar e ter que descer para buscar algumas ferramentas que não encontramos no caminho. Em outras palavras, é muito melhor alcançar a felicidade com recursos que nos permitem mantê-la, do que encontrá-la para depois perdê-la por falta de experiência.
Eu escrevi, escrevi e escrevi... Mas não lembro se discuti meu tópico principal. Será que isso acontece só comigo?


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