Blog querido, boa noite.
Você deve estar surpreso com a minha ilustre presença aqui num domingo a noite. Mas esse final de semana foi cheio. Tenho muita coisa pra te contar.
Estou com medo de esquecer alguma coisa. Que raiva!!!! Vou fazer uma lista de tópicos. (???)
- Casamento de sexta
- TCC no sábado
- Mog no sábado
- Casa da Lídia no domingo
Nossa, em tópico parece pouco. Vou falar logo o que está me incomodando mais.
Na sexta eu tive um recaída cretina e mandei um vídeo de snap no whatsapp do Cacau (porque eu exclui ele do meu snapchat, por causa da Leticia.. e porque ele ficava olhando my story). Mandei um vídeo nada a ver com uma frase assim " ainda não me conformo com a gente". Parte de mim sabia que ele não ia responder (a parte esperta), mas a outra parte tinha esperanças, e ficou esperando.
Ele não respondeu. E ficar esperando uma resposta dele me fez pensar nele. Me fez imaginar que ele pode estar ficando com outra pessoa já e que eu sou a única trouxa esperando alguma coisa ainda.
Ai comecei a ficar com raiva e a tentar ligar o foda-se. Eu decidi que ia ficar com outra pessoa. E fiquei. Eu não queria, mas queria querer. Então fiz um pequeno esforço. Não foi totalmente um não querer. Mas sei lá... Eu jamais ficaria com outro cara se eu pudesse escolher. Que sentimento cretino.
Vou contar como foi...
Estava no Mog com o Gu, Chicão e Jé. O Chicão estava pegando a Jé. Eu e o Gu estávamos de boa com os dois, segurando uma velinha de leve. Até que.. não sei.. não lembro direito.. Mas o Chicão meio que deu um super empurrão pra eu ficar com o Gu. Pelo jeito ele já sabia que o Gu queria. Só não sei porque ele não tentou sozinho, e esperou o amigo ajudar. Isso é tão quinta série. Lógico que de um jeito mais descolado. Só sei que chegamos num ponto que ele disse: "então se eu beijar ela, você beija ele?" e eu disse que sim. E ai veio o momento awkward.
Ele estava apoiado na parede e eu estava na frente dele. Eu cheguei perto e acho que ele me segurou ou me abraçou, sei la. Eu cheguei mais perto e apoiei as mãos nos ombros dele. Ele foi aproximando o rosto e um milhão de coisas se passaram pela minha cabeça. Eu não sabia se queria continuar, mas sabia que não ia parar. Deixei que ele me beijasse e tentei beijar ele de volta. Eu consegui, não foi tão ruim. Mas aqueles pensamentos não saiam da minha cabeça e comecei a me sentir culpada. Não conseguia parar de pensar em como eu queria que ele fosse outra pessoa. Quando eu vi, estava chorando. Não queria que ele percebesse. Me afastei e virei de costas. Coloquei os braços dele em volta da minha cintura e fiquei pensando no que fazer. A vontade de chorar era enorme, eu sentia meu peito queimar e minha correntinha pesar no meu pescoço. Sai de perto deles, sem avisar. Eu já estava chorando de novo e não queria que ninguém visse. Corri em direção ao banheiro. Fugi.
Entrei no primeiro reservado que encontrei, abaixei a tampa da privada e sentei. Estava com falta de ar, com vontade de chorar infinitamente. E chorei, chorei, chorei. Parecia uma criança. Peguei os corações da correntinha com uma das mãos e lembrei do dia que ele me deu. Era véspera do dia dos namorados.
Nós estávamos sentados na cama, um de frente para o outro. Ele me entregou a pequena sacolinha preta de papel. Eu já sabia o que era. Tirei uma caixinha rosa linda de dentro dela. Eu abri... E lá estava ela. Aquela correntinha dourada e fininha, com dois corações. Um grande atrás, segurando o menor, como se estivesse abraçando ele. Eu olhei pra ele com o maior sorriso do mundo:
- Que linda, amor!
- Você gostou?
- Muuito!!
- Você aceita ser minha noiva?
- Sim, eu aceito.
- Então essa é uma promessa de casamento.
- É o melhor presente que eu já ganhei. Você coloca em mim?
Eu virei de costas e segurei o cabelo enquanto ele colocava. Seguei os corações com uma das mãos e disse:
- Nunca vou tirar ela.
Então eu olhei pra frente, encarei a porta preta toda rabiscada do banheiro.
"Qual o significado disso agora?" pensei. "Ela não significa mais nada. Não sei porque ainda estou usando."
Coloquei as mãos na nuca, procurando o fecho. Conforme eu tirava, as lágrimas caíam cada vez mais rápido e com mais força. Então ela estava na minha mão. "O que eu faço com isso agora?" Pensei. Joguei ela não chão, perto da parede, e fiquei olhando.. Pensando no que fazer.. Eu não tinha onde guardar. Mas também não ia deixar ela lá. Então tive a brilhante ideia de colocar dentro da minha CNH, aproveitando que o envelope abre e que meu cartão de crédito já estava lá dentro. "Ela vai ficar segura aqui".
Eu não sei quanto tempo fiquei naquele banheiro, mas já era hora de sair. Ninguém sabia onde eu estava e é chato ficar escondida. O resto da história é meio irrelevante agora. Talvez eu conte em outro post depois.
Eu ainda não tirei a correntinha do envelope. Várias vezes coloco a mão no pescoço, procurando ela. Às vezes esqueço que não uso mais.
Cansei de escrever. Queria muito contar como a Karyna me ajudou (sem saber) hoje. A conversa que tivemos hoje na casa da Lidia me fez pensar que eu tenho muita sorte.
Nenhum namoro é perfeito e não existe o cara certo. Aprendi a parar de pensar no "e se..." e comecei a pensar no "ainda bem que...". Parei de pensar no que eu podia ter feito pra evitar isso, parei de pensar em como seria se a gente nunca tivesse terminado. Agora eu penso que de qualquer forma eu seria infeliz. Se acabou é porque não estava dando certo.
Eu terminei com ele antes dele terminar comigo naquele dia.
Eu fui pro bar, sem aliança e falei pra todo mundo tinha terminado.
Quando ele me ligou e disse "ACABOU" eu respondi "TUDO BEM". Eu já sabia que aquilo ia acontecer, eu já estava preparada. E na hora realmente estava tudo bem. O problema é a saudade que bate depois. Ela confunde a gente. O fato de a decisão final ter sido dele deixou tudo mais difícil. Eu sabia que tinha que terminar. Mas ver ele não me querendo atrapalhou tudo. Ter corrido atrás depois e ver ele me desprezando piorou ainda mais.
A verdade é que nosso namoro já tinha acabado há muito tempo, a gente só não tinha percebido ainda. E se existisse alguma chance de ficarmos juntos de novo, terminar naquela hora faria parte do processo. Seria impossível consertar as coisas. A única opção era destruir tudo e começar do zero.
Então não adianta pensar no "e se...". Não tinha NADA que eu pudesse fazer. Na verdade, tudo que eu podia fazer, eu fiz.
Eu sei que ainda não vai ser fácil. Ainda sonho com ele todas as noites. Ainda acordo triste. Mas não vou ficar esperando o dia que ele vai vir falar comigo. Não vou olhar o celular todas as manhas esperando ver uma mensagem dele. Não faz mais sentido. É difícil admitir e mais difícil ainda acreditar, mas a verdade é que eu também não quero mais nada.
Eu quero olhar pra ele agora e pensar "olha, meu ex.." só isso.
Não quero ter que ficar com outra pessoa pra esquecer ele. Quero esquecer e aceitar sozinha. Só assim vou aprender a ser forte.
Quero estar livre quando estiver ficando com outra pessoa. Quero olhar pra ela e pensar só nela. Quero viver cada momento porque vale a pena, e não porque preciso.
Quero olhar pra ela um dia e dizer "eu te amo, amo cada momento que passamos juntos".
E quero ser sincera quando disser isso.
Meu relógio está marcando 01:06 nesse exato momento. Eu deveria estar dormindo!! Vou pra cama.
Mas antes, preciso confessar uma coisa.
Essa não foi a única recaída que tivesse nesse final de semana.
Eu prometi que ia ser uma boa pessoa, que não seria má com ninguém. Mas acho que o álcool atrapalhou um pouco.
Prometo que isso não vai acontecer de novo. Estou realmente arrependida. Foi desnecessário o que eu fiz.
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