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segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Amor - Parte 1
Desde pequena eu sempre achei que o amor sozinho fosse o suficiente para unir duas pessoas e garantir que elas ficassem juntas por muito tempo (para sempre, quando eu era mais novinha).
Quando eu via cenas desse tipo:
- Mas você o ama, não ama? - Pergunta a criança para a moça do papel principal que está apaixonada pelo homem perfeito.
- Amo. - Responde ela, feliz e pesarosa ao mesmo tempo. Com lágrimas de tristeza e felicidade nos olhos.
- Então por que vocês não ficam juntos? - Ela faz uma cara como se fosse óbvio.
- Porque não é tão simples assim - a moça responde.
- Claro que é! - Diz a criança impaciente.
- Não, querida, não é. Um dia você vai entender, quando você for mais velha.
Eu sempre pensei junto: claro que é! Isso é só frescura de filme pra fazer um drama.
Mas com o tempo eu fui percebendo que as coisas realmente não são bem assim. Não basta o menininho estar apaixonado pela menininha, e ela por ele, para os dois começarem a namorar e um dia se casar. Existe um longo e turbulento caminho para que se chegue ao final tão esperado por grande parte das mulheres: aquele casamento lindo com o homem perfeito que vai amá-la para sempre.
Há alguns anos, um menino com quem eu costumava ficar, e de quem eu gostava muito na época, me disse uma coisa que eu nunca mais esqueci. Nós estávamos conversando sobre 'a gente', sobre como iriamos ficar depois de tanto tempo terminando e voltando. Não me lembro em que altura da conversa foi isso, só sei que ele disse assim: Ai Lary, me liga daqui alguns anos que a gente vai casar. Na hora eu achei super lindo!! Ele quer se casar comigo um dia, pensei. Mal sabia eu que aquilo era um simples quero me divertir muito agora com as biscates mas o dia que for pra casar eu vou querer uma menina certinha, e ai pode ser que seja você. E o que eu ia fazer enquanto eu gostasse dele? Passar vários dias pensando que ele gostava de mim de verdade e por isso ia esperar pra ficarmos juntos quando fosse pra casar, porque agora ele só ia ficar com as que não importavam pra ele.
Nem comento!! Mas só uma pergunta: se ele gostasse de mim como eu pensava, por que ele não me pedia em namoro ali mesmo e ficava comigo atéééééé o casamento, ao invés de passar esse tempo nosso com outras?
Felizmente isso aconteceu há muito tempo e hoje estou clean and sober dessa babaquisse.
Depois dessa experiência horrorosa, eu passei a enxergar e a tratar os homens como nada menos que algo que pudesse me proporcionar um prazer momentâneo e uma consciente fantasia finita, com altas chances de me causar decepções profundas caso eu me deixasse levar de forma irracional. A palavra homem me levava a apenas outras duas palavras: traição inevitável.
Entretanto, a vida me trouxe muitas surpresas...
E isso eu vou deixar para a segunda parte do post ;)
(Vamos torcer para ela existir)
» Continua
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